sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Papel da Escola


06/10/2011 07h30 - Atualizado em 06/10/2011 09h12

Opinião: Papel da escola é ensinar a aprender e não só transmitir conteúdo

Criar desde cedo uma boa relação com o estudo ajuda no desenvolvimento.
Excesso de livros didáticos redundantes gera custos, mas não dá resultado.

Ana Cássia MaturanoEspecial para o G1, em São Paulo
Ilustração (Foto: Editoria de Arte/G1)
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Acompanhando uma garotinha de segundo ano em seu período de avaliações, ajudando-a a se preparar para elas, ao procurar a matéria a ser revisada, algumas coisas causaram estranhamento.
Por exemplo, em época de alfabetização, na disciplina de português, ela tinha três livros e um caderno para estudar. Não sei bem o porquê. Um livro repetia os itens do outro.
Outra questão foi como eram indicados para a criança os conteúdos a serem revisados: indicava-se o assunto, mas não era mencionado onde encontrá-los. O que significou uma perda significativa de tempo para achar o que realmente era necessário.
Ora, a escola é um lugar para se aprender conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, mas também um lugar onde se prevê o desenvolvimento intelectual do aluno e de seu pensamento. E isso envolve organização – ser capaz de organizar as idéias é um aspecto importante no desenvolvimento de uma pessoa.
Queixa comum dos professores em relação aos estudantes é a desorganização deles, inclusive de suas idéias, e de não saberem estudar.
Para que isso ocorra, um caminho interessante é trabalhar com a ação concreta, para que ela depois seja incorporada. Isso deve ser propiciado pela escola. Inclusive, esse deveria ser um aspecto contemplado em seus anos iniciais. Momento em que eles ainda estão aprendendo a se relacionar com o conhecimento. O início de tudo marca o tom de como as coisas serão pela vida.
Ao não dizer quais páginas estudar, a escola está pondo por terra a importância de se utilizar o número das páginas para se encontrar algo numa publicação.
Será o modernismo do processo educacional? Nem tudo que é moderno é bom. Até porque a escola cobra um conhecimento redondinho dos alunos. Deve propiciar isso a eles.
O que deixa claro é que a escola ainda se preocupa em passar os conteúdos. Hoje em dia, com tantas informações (a internet que o diga), não precisa tanto desespero para isso. O ideal seria trabalhar a relação dos alunos com o aprender, ajudando-o a se organizar e ensinando-o a estudar. Usando dos recursos velhos conhecidos, como encontrar o conteúdo através da utilização do número das páginas. Não é assim quando vamos ler um capítulo de um livro? Rapidamente o encontramos utilizando o número das páginas.
Quanto à quantia de material didático para uma mesma matéria, não tem muito sentido. Claro que a disciplina de língua portuguesa tem vários aspectos a serem trabalhados – gramática, leitura, interpretação de texto, escrita... Porém, isso gera um custo alto para as famílias, além de trazer confusão na hora de estudar. O ideal é escolher um livro que contemple os diferentes itens. E geralmente os bons livros didáticos o fazem.
Nem sempre um monte de livros quer dizer que o aluno aprendeu muito. O que nós precisamos hoje em dia é de qualidade. É obrigação da escola propiciar a qualidade de como o aluno pode organizar seu pensamento. Se não, ela não passará de mera transmissora de conteúdos. Se é que algum dia saiu desse lugar.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Noticia - Orkut - indenização


05/10/2011 14h23 - Atualizado em 05/10/2011 14h23

Google tem de indenizar usuária do Orkut por negligência

Thiago BarrosPara o TechTudo
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Uma usuária do Mato Grosso ganhou um processo movido contra a Google do Brasil. Vítima de difamação no site de relacionamentos Orkut, a internauta recebe mensagens ofensivas em seu perfil e em duas comunidades desde 2009, denunciou o caso à empresa, mas não obteve resposta e decidiu entrar na Justiça em maio deste ano.
Orkut denúncia (Foto: Reprodução)Orkut denúncia (Foto: Reprodução)
O juiz Yale Sabo Mendes condenou o Google por negligência pelo fato de não ter dado à usuária a segurança que ela necessitava e, por isso, ordenou o pagamento de uma indenização de 10 mil reais à internauta. A empresa ainda não comentou o fato, mas pode entrar com um recurso para tentar anular a sentença.
Segundo a usuária, um homem teria criado duas comunidades para difamá-la, além de enviar recados e mensagens para ela com xingamentos e ameaças. Ela, então, utilizou o botão “Denunciar abuso”, do Orkut, mas não obteve resultado.
Esta não é a primeira vez que a justiça brasileira condena o Google em casos relacionados à rede social. Em setembro, um usuário de Minas Gerais ganhou o direito a uma indenização de 8.300 reais por ter sido ofendido por conteúdo compartilhado pela página. A empresa recorreu.

Noticia - Raios de alta energia


07/10/2011 06h30 - Atualizado em 07/10/2011 06h30

Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual

Pulsar emite raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt.
Fenômeno ocorre na Nebulosa do Caranguejo.

Do G1, em São Paulo
Uma descoberta publicada nesta semana pela revista Science desafia as atuais teorias da astrofísica. Com dados do telescópio Veritas, nos EUA, uma equipe internacional de pesquisadores detectou pulsos de raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt na Nebulosa do Caranguejo. Essa energia é um milhão de vezes maior do que um raio-X usado na medicina.
“É a primeira vez que raios gama de energia muito alta foram detectados num pulsar – uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, que tem o tamanho de uma cidade e massa maior que a do Sol”, disse Frank Krennrich, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o conhecimento que a ciência tem hoje sobre os pulsares não explica uma emissão tão alta de energia. Nenhuma emulsão com mais de 25 bilhões de elétrons-volt tinha sido encontrada até hoje nessa nebulosa.
"Os resultados colocam novos obstáculos sobre o mecanismo de como a emulsão de raios gama é gerada", completou Nepomuk Otte, outro autor da pesquisa.
Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Provas de Enem


Prova do Enem exige capacidade de interpretar

Publicação: 04/10/2011 06:00 Atualização: 04/10/2011 11:20
Juliana, professora do Coleguium, dá dicas para fazer boa prova. Paloma e Victor seguem à risca as recomendações (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press. Brasil. )
Juliana, professora do Coleguium, dá dicas para fazer boa prova. Paloma e Victor seguem à risca as recomendações
Foi-se o tempo em que o sucesso nos vestibulares dependia apenas de saber, de cor e salteado, em quantas capitanias hereditárias o Brasil foi dividido ou o nome de cada um dos 13 presidentes da República Velha. A ordem agora, em tempos de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é ser capaz de fazer a relação entre fatos e dados históricos com o mundo contemporâneo. Em outras palavras, é preciso saber responder: o que isso tem a ver com as nossas vidas? Na terceira matéria da série especial de preparação para o teste, o D+ entra hoje no campo das ciências humanas, prova que reúne questões das disciplinas de geografia, história e filosofia e cobra dos estudantes, mais do nunca, a habilidade de interpretação.

Para se dar bem no teste, a dica número 1 é manter-se atualizado com as principais notícias e acontecimentos locais e internacionais. O conselho vem do Coleguium, escola que se destacou no último ranking do Enem entre as 10 campeãs do Brasil e como a terceira melhor de Belo Horizonte e quarta de Minas Gerais. A menos de 20 dias para a prova, a professora Juliana Tauil, responsável pelas disciplinas de história e filosofia do ensino médio na instituição, faz a lista do que os alunos devem fazer na reta final de preparação e também na hora do exame.
“Os conteúdos cobrados no Enem são básicos e o desafio é interpretar bem o enunciado das questões e saber fazer a relação entre as matérias ali propostas. O enfoque da prova é quase sempre o Brasil, as interações do país com o mundo e as questões éticas e culturais. Isso porque o exame quer saber o quão agente do mundo os jovens são”, diz a professora. Pela sua experiência, ela enumera quatro assuntos que dificilmente ficarão fora do teste. São eles: o Brasil colônia, a era Getúlio Vargas, o processo de democratização do país e as questões indígenas.

A professora também aposta na cobrança do poder de mobilização das redes sociais nas recentes revoluções sociais ocorridas no Egito, na Líbia, no Iêmen e em países europeus, como a Espanha. E, por último, faz um alerta: não deixar o estudo da filosofia em segundo plano. “Acredito que haverá pelo menos quatro questões da disciplina. No último Enem, uma pergunta sobre Michel Foucault pegou todo mundo de surpresa. Por isso, recomendo o estudo dos grandes pensadores, como Aristóteles, Maquiavel, Hobbes e Rousseau, e uma boa noção das principais teorias da filosofia”, conclui Juliana.

Leitura
Sem esconder a ansiedade com a chegada da prova, os alunos Victor Aguiar e Paloma Ribeiro, ambos de 17 anos, contam que seguem à risca o conselho de ser manterem atualizados com o que se passa no mundo, por meio da leitura diária de jornais, revistas e notícias na internet e do acompanhamento de telejornais. “Não dá para se desligar nunca. Para mim, o segredo do Enem está em ter muita leitura. Busco informações, discuto com os professores os temas mais relevantes e reservo cada vez mais tempo para a revisão de conteúdos”, conta Victor, que vai fazer o Enem para disputar vaga no curso de teatro.

A receita de Paloma para o sucesso na prova vai muito além do estudo: “Muito chá de camomila e relaxamento para dar conta da prova, que nos exige calma e preparo físico. Presto bastante atenção nas aulas para ter um bom embasamento teórico e, em casa, aprofundo nos conteúdos. Também mantenho a leitura do noticiário em dia e não deixo as matérias se acumularem”, diz Paloma, que aposta no exame nacional como passaporte para os cursos de direito e letras em 2012. “Sonho em conciliar duas graduações, por isso preciso de preparação e equilíbrio.”

DICAS

1. Estude e revise os conteúdos num prazo razoável. Não deixe para a última hora
2. Resolva questões de provas anteriores como treinamento
3. Leia muito
4. Acompanhe as principais notícias e acontecimentos locais e internacionais
5. Estabeleça uma rotina de estudos “espartana”. Isso garantirá acesso aos conteúdos e ajudará a fugir das surpresas
Na hora da prova:
1. Comece a prova pela redação. Rascunhe seu texto e, se quiser, deixe para transpor para a folha oficial no fim da prova
2. Em seguida, responda às questões de texto. A maioria dos erros em questões que envolvem humanidades decorre das dificuldades de interpretação – quase sempre causadas pelo cansaço, quando deixamos esse tipo de pergunta para ser resolvida no fim
3. Confie nos temas abordados e estudados durante a vida escolar regular e curso preparatório. A prova vai testar os conhecimentos elementares
4. Lembre-se que os conteúdos humanos abordam o ser enquanto agente dentro da cultura universal. Os conceitos básicos de ética e cidadania permeiam as questões de história, filosofia e geografia intrinsecamente
5. Descanse antes de fazer a prova, que é muito comprida. Não permita que o cansaço determine o resultado

Fonte: Juliana Tauil, professora de história e filosofia do ensino médio do Coleguium

CARTÕES ENTREGUES
Os cartões de confirmação de inscrição do Enem 2011 já começaram a ser entregues aos 5,3 milhões de candidatos e, segundo o Ministério da Educação (MEC), os primeiros estados a receber o documento serão Minas Gerais e Espírito Santo. A apresentação do cartão é obrigatória no dia do exame, em 22 e 23 de outubro, junto com um documento de identidade com foto. Quem não receber o cartão a tempo deve imprimi-lo pela internet, no site www.mec.gov.br.