sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Retomadas nas aulas


04/08/2011 08h00 - Atualizado em 04/08/2011 08h00

Opinião: Estabelecer regras facilita a readaptação na retomada das aulas

Horários e alimentação precisam ser controlados. 
Ao estabelecer pequenas regras, pais e filhos saem ganhando.

Ana Cássia MaturanoEspecial para o G1, em São Paulo
ilustra (Foto: Arte/ G1)
Quando iniciamos algo, dependendo de como fazemos, já imprimimos um ritmo e um tom. Existe um ditado popular que faz alusão a essa ideia de começo e para que as coisas deem certo: “começar com o pé direito”. Quando alguém está com um projeto novo, é comum recomendarem para que se comece com o pé direito. Não é continuar ou terminar, é começar.
Penso que vale também para retomar. O que não deixa de ser um reinício. Como é o caso do retorno às aulas.
O início ou reinício das aulas é sempre um bom momento para algumas coisas serem colocadas para as crianças e os próprios pais. Algumas regras que podem ajudar uns e outros a se organizarem para o ano letivo. Aspectos do cotidiano e que geralmente viram bolas de neve no relacionamento dessa dupla.
Uma dessas coisas refere-se ao horário. Para os que estudam de manhã, acordar cedo pode ser um grande transtorno e momento de muito estresse. Ter um horário previamente combinado de dormir pode ajudar. Assim como ter claro o de acordar (o que deve ser bastante conversado com a criança), momento que deve ser feito com calma e tempo – nada de acordar o pequeno na correria para que o dia não continue assim. Na hora de ir para a cama, o ideal é que a casa esteja calma, mesmo que os pais ainda não foram dormir. Do contrário, as crianças ficarão excitadas, desejando ficar junto dos pais.

Outra coisa que costuma gerar conflito é a organização do material. Parece algo sem importância, mas não é. Sem o material em ordem, o desempenho do aluno em sala de aula pode ficar prejudicado. A falta de um simples lápis grafite pode atrapalhar. É importante estabelecer a rotina de verificar se o material necessário para as próximas aulas está completo.
Para os que estudam à tarde, é interessante reservar um tempo tranquilo para o almoço. Os pequenos costumam demorar para fazerem as refeições – não os apressem. De preferência, que sobre um tempinho para que façam a digestão antes de irem para o colégio. É necessário que esse seja um horário também combinado previamente. E controlado pelo adulto.
A princípio, o adulto junto com a criança e depois, à medida que ela cresce e vai se tornando independente, ela sozinha – o adulto apenas lembrando-a disso.
A lição também é algo que geralmente causa problemas. Depois de horas na escola, chegar em casa e continuar a estudar não é nada atrativo. Ainda mais para os alunos daquelas escolas que erram a mão e exageram na quantidade de tarefas. E sobra para os pais não só ter que convencê-los a terem que fazê-la, como muitas vezes ensiná-los.
Lição de casa é obrigação, como ir para a escola, e não tem discussão. A criança pode não querer fazê-la – é seu direito – ela pode dizer isso e podemos ouvi-la. Mas tem que fazer. Por isso um horário também tem que ser combinado, para que ela se dedique diariamente a realizar a lição – sempre antes de brincar.
Estabelecendo com os pequenos essas regras para o dia a dia na escola, pode-se facilitar as coisas não só para elas, mas para os pais também. Ajudando-as a desenvolverem hábitos de organização no tempo e no espaço. Sem que se tenha, é claro, a ilusão que os problemas cotidianos da escola estejam resolvidos. Isso é algo que é construído, não é nato e não se dá do dia para a noite. Como diz outro ditado: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.
Que todos tenham um ótimo semestre letivo!
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Internet aliada na escola


08/09/2011 09h31 - Atualizado em 08/09/2011 09h31

Opinião: Internet é uma das aliadas do estudante na escolha da carreira

Sites das universidades trazem grades dos cursos e outras informações.
Uso da web, no entanto, exige cautela.

Ana Cássia MaturanoEspecial para o G1, em São Paulo
Ilustração (Foto: Editoria de Arte G1)
Muito se tem falado sobre a escolha da carreira profissional nessa época do ano. Com as inscrições abertas, os alunos do ensino médio e cursinho estão às voltas sobre o que decidir.
Para as provas, há diversos conteúdos, inclusive aulas on-line. Podem ser um complemento divertido e diferente para tanto estudo. Permitem, inclusive, que se fique atualizado sobre os diferentes acontecimentos do mundo. Por aí vai.
Nessa busca, vale todo tipo de ajuda. Como a internet, por exemplo. Através dela, pode-se saber um pouco sobre as carreiras e alguns de seus aspectos. Existem guias on-line e entrevistas com profissionais. Basta um clique e se entra no site das universidades, onde há informações sobre os cursos e suas características, grade das disciplinas, estágios e professores. Além de se obter informações sobre o processo seletivo, propiciando que o estudante se prepare adequadamente.
A utilidade da internet é grande. É um mundo virtual inserido no real. Pagam-se contas e se aplica dinheiro através dela. Consultas são marcadas e resultados de exames físicos são obtidos. Que, imediatamente, são encaminhados para o e-mail do médico.
Há as redes sociais que permitem que amigos participem uns da vida dos outros. Alguém tem um filho na Inglaterra e logo o amigo do Brasil vê a carinha do bebê. E nelas, uns vão se ligando aos outros num emaranhado de pessoas. De todos os tipos.
Ou então, quantos já não receberam um e-mail diferente, com alguma proposta fora da realidade? Quantos adultos não caem nessa? O que dirá crianças e adolescentes. Encontros suspeitos, ou negócios para ganhar muito dinheiro.Perde-se bem a noção por onde andam as informações. Inclusive as pessoais. É necessário bastante cautela – o que deve e o que não deve ser exposto nesse universo?
Inclusive, por onde andam os filhos. Que caminhos eles vão encontrar e trilhar nesse mundo cheio de surpresas? Quem já não entrou num site com um nome qualquer e de repente – surpresa – era de conteúdo pornográfico?
E daí, o que fazer? Proibir que os filhos usem a internet? Com certeza não. Provavelmente, vão usar as escondidas. Como comentamos, é ferramenta útil, usada inclusive pelas escolas. A maioria das pessoas utiliza e as crianças e adolescentes também devem usá-la.
Porém, os pais devem acompanhar o que os filhos andam fazendo dela. Que caminhos estão trilhando. Não é assim que fazem quando eles vão para algum lugar no mundo real? É assim que devem fazer no mundo virtual. Lembrando que lá as possibilidades são maiores.
O que não quer dizer invadir o espaço on-line do filho sem que ele saiba. Ele deve saber que pode usar a internet com um limite de tempo – sempre. É o tipo de atividade que envolve a pessoa e ela acaba se esquecendo das outras coisas. Mas que, às vezes, os pais irão ver junto com eles o que fazem por lá. Como no mundo real.
Sempre alertando sobre seus perigos, mas sobre sua riqueza também. Essa é a obrigação dos pais: proteger os filhos e olhar o que estão fazendo – cuidando para não violarem sua intimidade. Ou agindo como um adolescente – fazendo as coisas às escondidas. Tudo tem que ser às claras e conversado. 
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Papel da Escola


06/10/2011 07h30 - Atualizado em 06/10/2011 09h12

Opinião: Papel da escola é ensinar a aprender e não só transmitir conteúdo

Criar desde cedo uma boa relação com o estudo ajuda no desenvolvimento.
Excesso de livros didáticos redundantes gera custos, mas não dá resultado.

Ana Cássia MaturanoEspecial para o G1, em São Paulo
Ilustração (Foto: Editoria de Arte/G1)
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Acompanhando uma garotinha de segundo ano em seu período de avaliações, ajudando-a a se preparar para elas, ao procurar a matéria a ser revisada, algumas coisas causaram estranhamento.
Por exemplo, em época de alfabetização, na disciplina de português, ela tinha três livros e um caderno para estudar. Não sei bem o porquê. Um livro repetia os itens do outro.
Outra questão foi como eram indicados para a criança os conteúdos a serem revisados: indicava-se o assunto, mas não era mencionado onde encontrá-los. O que significou uma perda significativa de tempo para achar o que realmente era necessário.
Ora, a escola é um lugar para se aprender conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, mas também um lugar onde se prevê o desenvolvimento intelectual do aluno e de seu pensamento. E isso envolve organização – ser capaz de organizar as idéias é um aspecto importante no desenvolvimento de uma pessoa.
Queixa comum dos professores em relação aos estudantes é a desorganização deles, inclusive de suas idéias, e de não saberem estudar.
Para que isso ocorra, um caminho interessante é trabalhar com a ação concreta, para que ela depois seja incorporada. Isso deve ser propiciado pela escola. Inclusive, esse deveria ser um aspecto contemplado em seus anos iniciais. Momento em que eles ainda estão aprendendo a se relacionar com o conhecimento. O início de tudo marca o tom de como as coisas serão pela vida.
Ao não dizer quais páginas estudar, a escola está pondo por terra a importância de se utilizar o número das páginas para se encontrar algo numa publicação.
Será o modernismo do processo educacional? Nem tudo que é moderno é bom. Até porque a escola cobra um conhecimento redondinho dos alunos. Deve propiciar isso a eles.
O que deixa claro é que a escola ainda se preocupa em passar os conteúdos. Hoje em dia, com tantas informações (a internet que o diga), não precisa tanto desespero para isso. O ideal seria trabalhar a relação dos alunos com o aprender, ajudando-o a se organizar e ensinando-o a estudar. Usando dos recursos velhos conhecidos, como encontrar o conteúdo através da utilização do número das páginas. Não é assim quando vamos ler um capítulo de um livro? Rapidamente o encontramos utilizando o número das páginas.
Quanto à quantia de material didático para uma mesma matéria, não tem muito sentido. Claro que a disciplina de língua portuguesa tem vários aspectos a serem trabalhados – gramática, leitura, interpretação de texto, escrita... Porém, isso gera um custo alto para as famílias, além de trazer confusão na hora de estudar. O ideal é escolher um livro que contemple os diferentes itens. E geralmente os bons livros didáticos o fazem.
Nem sempre um monte de livros quer dizer que o aluno aprendeu muito. O que nós precisamos hoje em dia é de qualidade. É obrigação da escola propiciar a qualidade de como o aluno pode organizar seu pensamento. Se não, ela não passará de mera transmissora de conteúdos. Se é que algum dia saiu desse lugar.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Noticia - Orkut - indenização


05/10/2011 14h23 - Atualizado em 05/10/2011 14h23

Google tem de indenizar usuária do Orkut por negligência

Thiago BarrosPara o TechTudo
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Uma usuária do Mato Grosso ganhou um processo movido contra a Google do Brasil. Vítima de difamação no site de relacionamentos Orkut, a internauta recebe mensagens ofensivas em seu perfil e em duas comunidades desde 2009, denunciou o caso à empresa, mas não obteve resposta e decidiu entrar na Justiça em maio deste ano.
Orkut denúncia (Foto: Reprodução)Orkut denúncia (Foto: Reprodução)
O juiz Yale Sabo Mendes condenou o Google por negligência pelo fato de não ter dado à usuária a segurança que ela necessitava e, por isso, ordenou o pagamento de uma indenização de 10 mil reais à internauta. A empresa ainda não comentou o fato, mas pode entrar com um recurso para tentar anular a sentença.
Segundo a usuária, um homem teria criado duas comunidades para difamá-la, além de enviar recados e mensagens para ela com xingamentos e ameaças. Ela, então, utilizou o botão “Denunciar abuso”, do Orkut, mas não obteve resultado.
Esta não é a primeira vez que a justiça brasileira condena o Google em casos relacionados à rede social. Em setembro, um usuário de Minas Gerais ganhou o direito a uma indenização de 8.300 reais por ter sido ofendido por conteúdo compartilhado pela página. A empresa recorreu.

Noticia - Raios de alta energia


07/10/2011 06h30 - Atualizado em 07/10/2011 06h30

Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual

Pulsar emite raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt.
Fenômeno ocorre na Nebulosa do Caranguejo.

Do G1, em São Paulo
Uma descoberta publicada nesta semana pela revista Science desafia as atuais teorias da astrofísica. Com dados do telescópio Veritas, nos EUA, uma equipe internacional de pesquisadores detectou pulsos de raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt na Nebulosa do Caranguejo. Essa energia é um milhão de vezes maior do que um raio-X usado na medicina.
“É a primeira vez que raios gama de energia muito alta foram detectados num pulsar – uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, que tem o tamanho de uma cidade e massa maior que a do Sol”, disse Frank Krennrich, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o conhecimento que a ciência tem hoje sobre os pulsares não explica uma emissão tão alta de energia. Nenhuma emulsão com mais de 25 bilhões de elétrons-volt tinha sido encontrada até hoje nessa nebulosa.
"Os resultados colocam novos obstáculos sobre o mecanismo de como a emulsão de raios gama é gerada", completou Nepomuk Otte, outro autor da pesquisa.
Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)